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Observatório (ODR), Projeto “Em favor da aplicabilidade da lei 10.639/03 na educação básica” e Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre (FPEER/AC) realizam roda de conversa com alunos do ensino médio da escola ANGLO

No dia 05/09/2017 (terça-feira), o projeto de Extensão da Universidade Federal do Acre (Ufac) “Em favor da aplicabilidade da Lei 10.639/2003” em conjunto com o Observatório de Discriminação Racial do Estado do Acre (ODR/AC), realizou uma roda de conversa com os alunos do Ensino Médio do Colégio Anglo com o tema “Educação das relações étnico-raciais no Brasil” a convite do professor Ariovaldo Manzati Júnior, membro do Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre FPEER/AC onde representa a Uninorte.



Foram abordados os conceitos de raça, etnia, racismo, preconceito e discriminação, e foi feita uma contextualização sócio-histórica do país para explicar como e porque existe racismo atualmente.
Além disso, foi abordada a questão das políticas afirmativas (cotas raciais, especificamente) e mostrado casos famosos de racismo e ainda foi definido o crime de injúria racial e racismo segundo nossa legislação.
Participaram da roda de conversa uma média de 150 estudantes, divididos em cinco turmas, sendo duas de 1º ano, uma turma de 2º ano e duas turmas de 3º ano do Ensino Médio. É claro que como estudantes do final da educação básica o tema mais polêmico e debatido foram as cotas nas universidades federais.



Os alunos participaram fazendo questionamentos e dando suas opiniões contra e a favor das cotas raciais, ambas as partes foram ouvidas e respondeu-se às dúvidas que foram surgindo, principalmente sobre cotas raciais.
A equipe do projeto ficou muito satisfeita quando os estudantes participaram. Mesmo com as opiniões contra as cotas e com a defesa de discursos prontos que são circulados, por que é uma oportunidade de romper com preconceitos e tornar compreensível o objetivo das cotas raciais que são políticas públicas temporárias.
Na oportunidade explicamos como se dá a divisão das cotas nas universidades federais e tentamos tornar explícito o compromisso de reparação devido ao histórico da escravidão que ainda afeta negativamente a vida, a trajetória e a inserção social dos descentes africanos em nosso país.
Para comprovar foram mostrados dados como os do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostra a taxa de escolarização dividida em sexo, cor/raça e nível de ensino. Mostrando que quando comparado com o grupo racial branco, a população negra (pretos e pardos) estão em desigualdade.



A roda de conversa foi finalizada com o seguinte vídeo sobre racismo no Brasil, para a reflexão dos alunos, onde mostrou-se como a cor da pele negra, em quase todos os momentos está relacionada negativamente na nossa sociedade, e como a educação eurocêntrica que consumimos através da escola, da igreja, da mídia etc contribui para aprendermos esses  valores culturais.



Sobre a autora:
Texto escrito por Andressa Queiroz da Silva, pesquisadora do Observatório de Discriminação Racial do Estado do Acre. Bacharela em Serviço Social pela Faculdade da Amazônia Ocidental - FAAO (2015). Especialista em Famílias e Representações Familiares pela Faculdade da Amazônia Ocidental - FAAO (2016). Graduada no curso de Licenciatura em Letras Português na Universidade Federal do Acre - UFAC (2016). Formada no curso de Aperfeiçoamento em Política de Promoção de Igualdade  Racial na Escola - UNIAFRO / UFAC (2016). Atualmente cursa a especialização em Estado e Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais na Universidade Federal da Bahia - UFBA.

Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8349134Z6

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